21 maio, 2006


Pela noite a dentro, as cores luminosas parecem chamar-me. Lembram-me o tempo próximo da partida.
O que devo fazer?
Não sei!
Não sei como partir, nunca mo ensinaram.
O que fazer?
Tenho medo de não saber alcançar a verdade.
O que fazer?
Nas luzes, a cor dos teus olhos é um pequeno ponto no meio de todos aqueles pontos luminosos.



Por de traz dos vidros, o Céu, as Nuvens e o Sol, chamam-me, cativam a minha atenção. A luz que brilha convida a subir até mais longe. Mas como conseguirei partir?
- "Entre ti e mim; uma ilha" - como poderei ir sem a conseguir atravessar?

Duas cadeiras e uma mesa convidam ao diálogo. meu amigo temos de conversar. Como posso ir em direcção ao céu sabendo que me queres abandonar? Como queres que te deixe, como queres que corte este laço que me liga a ti sem saber encontrar a paz que me faça descansar?



Lá em cima o Sol espreita Laranja, por entre as janelas circulares.
Meu amigo, entre ti e mim, existe uma ilha.



Mais a cima, na casa da Música, os passos reflectidos num chão iluminado indicam o caminho ascendente em direcção à reflexão e a um estádio superior do pensamento. Todos os caminhos indicam a direcção até ao céu.

Numa janela, olhando o Jardim, os meus sentimentos prisioneiros contemplam a paisagem.

20 maio, 2006



Á direita, ao fundo, em cima a um canto encontrava-se escrita uma frase que dizia: - "Entre ti e mim uma ilha".
Tento fotografar mas não tenho máquina, apenas um telemóvel. Não sei se poderei a mensagem enviar que tão urgente seria para te oferecer.
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